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| O
aproveitamento das sobras de pano de forma útil e criativa
também e característica antiga do município de Paraty
na busca de sua auto-suficiência. |
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| Os
retalhos de tecido são aproveitados pelas mulheres que
deles fazem colchas para as camas, tapetes ou bonecas
para as crianças brincarem. A forma mais comum de se trabalhar
com retalhos e pregando-os, um a um, sobre saco de trigo,
ou linhagem, desfiado, mas podem também ser costurados
diretamente um no outro, colocando-se um forro no trabalho
pronto. |
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Os
retalhos são cortados em quadra- dos, triângulos,
losangos ou outra forma qualquer que a pessoa inventar.
0 saco é alvejado, emendado, desfiado, tudo medido
na fita métrica e então vai-se pregando os retalhos.
Uma colcha de casal chega a precisar de 700 retalhos.
E uma atividade trabalhosa, em que a mulher pode
fazer entre um serviço domestico e outro. |
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Também
e comum a confecção de bonecas de pano, recheadas
com aparas de pano, o rosto pintado ou bordado.
São ambas atividades bastante antigas na região,
aprendidas com as mães, avos e tias, quando ainda
moravam na área rural.
E mais um aspecto onde se pode perceber como o isolamento
em que viviam os habitantes da região levou-os a
desenvolver atividades que suprissem a maioria de
suas necessidades. |
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Em crochê fazem-se almofadas, cortinas, tapetes, toalhas,
colchas, roupas e qualquer outra coisa que a artesã invente,
e os bordados são usados para ornamentar varias peças
de uso domestico como toalhas, fronhas, lençóis. Com a
intensificação da migração em direção ao centro urbano
e com o crescimento do comercio local nos últimos anos,
um maior numero de mulheres tem se dedicado a confecção
de artigos de crochê como forma de complementação do orçamento
familiar. |
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Assim, esse trabalho, que não tem uma raiz tipicamente
regional, já começa a incorporar-se na cultura do local. |
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Ao entrar em contato com a sociedade moderna e ao integrar-se
a ela, esta população traz consigo todo um saber que deve
ser preservado e incorporado enquanto for uma forma eficiente
e harmoniosa do homem relacionar-se com o meio ambiente
e com os outros homens, satisfazendo as suas necessidades
e não esgotando os recursos naturais. |
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