A
produção de farinha no estado do
Rio de Janeiro predominantemente artesanal, fazendo
uso da tradicional casa de farinha, onde se encontra
todo o equipamento necessário ao processamento
da mandioca.
Nas roças de subsistência
da população rural plantam-se as
duas variedades de mandioca – a doce (também
chamada aipim) e a brava.
A farinha produzida e quase que
inteiramente pro gasto", isto é, para
consumo da família, sendo vendida somente
quando a quantidade produzida excede as necessidades
de consumo próprio. As "ramas"
de mandioca são plantadas de junho a setembro,
brotam em 20 dias e levando um ano para alcançar
o ponto ideal de colheita.
As raízes são então
arrancadas e transportadas em grandes cestos ate
a casa de farinha. Portanto, o processamento da
mandioca neste local e uma etapa de um processo
mais amplo, que tem inicio no cultivo da planta.
Na casa de farinha as raízes são
lavadas, descascadas e raladas na cevadeira (também
chamada ralador, raladora ou rodinha), peça
cilíndrica provida de laminas e ligada
a uma roda. A cevadeira e acionada por uma manivela
ou movida a burro.
Quando não se dispõe
de urna cevadeira, as raízes são
picadas em pedaços pequenos pelas mulheres,
crianças e empregados.
A massa ralada e depositada nos "tapitis"
– cestos de taquara – colocados sobre
a base da prensa em uma escavação
com o mesmo formato e diâmetro do cesto,
para que ele caiba exatamente naquele local, chamado
"queijo".
0 fuso e girado para descer com seu peso sobre
o "tapiti", amassando-o. 0 tecido flexível
de taquara do "tapiti" se distende deixando
passar o suco tóxico da mandioca brava
Uma vez retirado este suco pela
prensagem, a massa pode ser torrada e consumida
sem risco. Antes, porem, a massa e peneirada ate
que se obtenha a consistência e uniformidade
ideais para a farinha, o que e feito em peneiras
de taquara trançada.
A torrefação, ultima etapa da preparação
da farinha, e feita em tachos sobre um forno de
barro, onde mexe-se constantemente o conteúdo
com um "rodo" de madeira ou com "facas".
Alem da farinha, faz-se também na casa
de farinha o polvilho para beijus e bolos. |