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| Paraty |
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Culturais |
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e Tradições |
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local |
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| Antes
de viajar |
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| Apa Cairuçú |
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A
Área de Proteção Ambiental (APA é uma unidade
de conservação que tem por objetivo conciliar
as atividades humanas com a preservação da vida
silvestre) |
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A
proteção dos demais recursos naturais e a melhoria
da qualidade de vida da população, através de
um trabalho conjunto entre órgãos do governo com
a participação ativa da comunidade. |
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| A
História |
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| A
região de Parati foi habitada quando do descobrimento
pelos índios guaianás, que viviam em local de grande
beleza e com uma natureza pujante. |
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Com
a chegada dos colonizadores e com a criação da
Vila de Nossa Senhora dos Remédios, teve início
a exploração econômica da região com a lavoura
de cana-de-açúcar.
Tornou-se depois o porto exportador de ouro, em
função do caminho que ligava a Vila até os centros
produtores em Minas Gerais e finalmente intensificou-se
a produção de café, vivenciando assim um grande
crescimento econômico, cultural e social. |
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Já
com o nome de Parati, devido a grande ocorrência
do peixe com este nome, começou a ocorrer o declínio
econômico da região, na década final do século
XIX, graças a dois fatores: a construção da Estrada
de Ferro D. Pedro II, que passou a ligar os centros
produtores ao Rio de Janeiro, e a Abolição da
Escravatura, que acabou com a mão-de-obra escrava. |
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Devido a este declínio, pode a região manter-se
num estado extremamente preservado até a década
de 70, quando então iniciou-se uma violenta e
acelerada ação antrópica, motivada pela valorização
das terras e a crescente especulação imobiliária.
Esses fatos foram causados pela abertura da BR-101,
que acarretou a exploração irracional do meio
ambiente, e gerou sérios conflitos sociais. |
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Visando proteger a única porção representativa
e ainda em bom estado de conservação da Mata Atlântica
na Região Sudeste, a Secretaria Especial do Meio
Ambiente - SEMA, criou esta Área de Proteção Ambiental
que levou o nome de Cairuçu, denominação indígena
do Muriqui, presente ainda hoje na região e que
quer dizer cai = o mico; ruçu = grande. Esta unidade
de conservação visa racionalizar a ocupação do
solo, bem como integrar o homem ao meio ambiente,
mantendo assim um equilíbrio que refletirá em
sua qualidade de vida. |
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A APA de Cairuçu foi criada pelo Decreto Federal
no. 89.242/83, com o objetivo de assegurar a proteção
da natureza, paisagens de grande beleza cênica,
espécies de fauna e flora raras e ameaçadas de
extinção, sistemas hídricos e as comunidades caiçaras
integradas nesse ecossistema.
Apresenta um dos últimos redutos da Mata Atlântica,
dando excelentes amostras de suas variações e
características, inclusive apresentando os vários
estágios e transições das matas higrófilas de
encosta aos manguezais em estado clímax. |
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| Localização |
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Situa-se no extremo Sul do Município de Parati,
no Estado do Rio de Janeiro, tendo como acesso
principal a BR-101. Compõe-se de uma parte continental,
com uma área de 33.800 ha, que se inicia no Rio
Mateus Nunes e termina na fronteira com o Estado
de São Paulo, e de uma parte insular, com 63 ilhas,
desde a Ilha do Algodão, em Mambucaba, até a Ilha
da Trindade, em Trindade. Faz também limite com
o Parque Nacional da Serra da Bocaina. |
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| Hidrologia |
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Corresponde na Classificação de Köppen do tipo
Af. apresenta temperaturas elevadas o ano inteiro
sendo as variações de temperatura influenciadas
pela presença marcante da Serra do Mar. A pluviosidade
é elevada, alcançando totais que variam de 1.500
a 2.000 mm (1970), sendo dezembro, janeiro e fevereiro
os meses de maior incidência de chuvas. A unidade
relativa do ar permanece em torno de 80% durante
todo o ano. |
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| Clima |
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Existem dois tipos de rios na área: os de planície,
que penetram relativamente pouco na serra e os
da faixa serrana que desenvolvem seus cursos na
sua maior parte na montanha. De modo geral, os
cursos são de pequena extensão, em virtude das
condições do relevo que implicam na freqüência
de saltos e corredeiras. São cerca de 28 rios,
dos quais destacam-se: Perequê-Açu, Parati-Mirim,
Corisco e Mambucaba (o mais extenso). Há quedas
d'águas de grande beleza como a de Bananal, situada
no curso do Perequê-Açu, com mais de 15 metros
de altura, e do Curupira, em Parati-Mirim. |
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| Geomor-fologia |
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0 litoral se apresenta recortado e com grandes
escarpas, que em certos trechos se encontram submersas,
dando origem às ilhas. As reentrâncias maiores
foram enseadas e baías com praias e cordões arenosos
pouco desenvolvidos, dispostos ao pé da escarpa
ou acompanhando as exíguas planícies, pois nenhum
curso d'água mais importante chega a dissecar
o paredão montanhoso. As enseadas com praias mais
exuberantes são as do Sono e Trindade. |
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Pedologia |
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| A
predominância dos solos nas áreas de maiores altitudes
e encostas, é do tipo podzólico com suas variantes,
sendo mais observado o tipo latossolo amarelo-litossol.
Na faixa litorânea predominam os solos hidromórficos. |
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| Fauna |
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Apesar da crescente ação antrópica, a região
ainda é descrita como contendo numerosas espécies
da fauna, inclusive aquelas consideradas raras
ou ameaçadas de extinção, como muriqui, macuco,
jacutinga, pavão, gavião pega-macaco, veado mateiro
e catingueiro, entre paratynet.
Ressalta-se que a APA/Cairuçu, devido aos limites
com o Parque Nacional da Serra da Bocaina, apresenta
uma importância vital para as aves de rapina,
que necessitam de grandes áreas florestadas para
sua sobrevivência.
Ainda devido a este limite, ocorrem vários felinos
(onça pintada, jaguatirica, gato do mato); variada
avifauna (azulão, curió, tucano-açu, papagaio,
periquito); répteis (jararaca, cascavel, cobra-coral,
lagarto); anfíbios (rã pimenta, rã caiana, sapo,
perereca), bem como uma infinidade de aracnídeos
e insetos. Importante ressaltar os endemismos
encontrados na APA/Cairuçu, dos quais destacam-se:
formicarídeos (arredio-pálido, borralhara), cotingídeos
(saudade, corocoxó), entre paratynet. |
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A piscosidade da região é imensa, estando intimamente
ligada à preservação dos manguezais e florestas
limítrofes, o que ressalta a importância da preservação
destes para a economia pesqueira do Município.
Entre as espécies da fauna marinha de grande importância
citamos, entre paratynet: tainha, parati, robalo,
cavala, enchova, além dos crustáceos como: siri,
caranguejo e camarão. |
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| Vegetação |
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Na região destacar-se três tipos característicos:
Mata Atlântica de encosta, a mata de restinga
e o manguezal. |
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0 ecossistema de restinga encontra-se mais desenvolvido
nas praias do Sono e Trindade. Possui vegetação
característica, destacando-se: pitanga, araçá,
aroeira, murici, e outras plantas, cujos frutos
são apreciados pela fauna e pelo homem. |
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A vegetação de mangue é encontrada na baixada,
nos terrenos de marinha, até onde se faz sentir
a influência da maré.
Neste ecossistema ocorrem plantas típicas como
o mangue vermelho o mangue preto, seriúba ou sereiba
e o mangue branco. Essas plantas são fundamentais
para a produtividade pesqueira da região, pois
suas folhas são elementos vitais da cadeia detrítíca,
da qual participam milhões de microrganismos.
Outro papel importantíssimo do mangue é a sua
função de berçário e criadouro de inúmeras espécies
de valor econômico. |
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