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| IGREJA
SANTA RIRA |
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Na mesma década em que foi rociada a
construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário,
teve início também a construção da igreja de
Santa Rita.
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"Fundada
sob o título de Menino Deos, Santa Rita e Santa
Quitéria, pelos Homens pardos libertos do districto,
com Provisão do Cabido Sede Vacante, datada
a 30 de junho de 1722, sendo Vigário o Padre
Manoel Vaz Cordeiro: mas esfriando a devoção
dos fundadores, sentiu algum damno, que paratynet
devotos brancos repararam, reedificando-a com
augmento em amnos posteriores; e suprimindo-lhe
então o título originário, a fizeram conhecer
só com o de Santa Rita". |
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| Foto:
Fachada - Arquivo Ciclop |
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Esta igreja, com sua respectiva
Irmandade, reunia, pois, "as cores
pardas de Paraty", tanto na vida como
na morte. Em vida, nas cerimônias religiosas,
e, na morte, pelo direito de se enterrar
no cemitério da Irmandade, existente até
hoje ao lado da Igreja. |
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Para Roger Bastide e Florestan
Fernandes, a criação dessas irmandades, no Brasil,
visava acentuar, ainda mais, a diferença entre
negros e mulatos, criando também uma subordinação.
aos brancos. |
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| Foto:
Detalhe Torre |
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Em termos de arquitetura
religiosa, a igreja de Santa Rita talvez
se constitua no mais bonito templo da cidade.
"É a mais valiosa, tanto pelo apuro
da cantaria e do trabalho de madeira, nas
portas, e do ferro na sóbria elegância das
sacadas do coro, tanto pela talha dos altares
colaterais de canto, com belas imagens de
Nossa Senhora e enquadrando, na forma usual,
a capela mor". |
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| Como
a Igreja, a Irmandade era rica em "objetos
de prata, ornamentos, alfaias, apólices e mais
pertences", conforme se verifica pelo exame
do "Livro de Inventário da Venerável Irmandade
da Gloriosa Santa Rita", datado de 10 de
abril de 1911.
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Na
mesma Igreja ainda funcionavam as Irmandades
de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora
da Conceição, que aí realizavam as suas festas. |
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»Continua » |
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